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Fiquei surpreendido quando, no princípio do ano passado, pediram-me para
eu escr Insistiram novamente. Disseram-me que eu podia alinhavar qualquer coisa, pois o mais importante era dar a conhecer as minhas emoções, os meus sentimentos e as coisas banais do meu dia-a-dia. Devo confessar que o pedido intrigou-me. Seria eu capaz de descrever as minhas alegrias e as minhas traquinices? Quis experimentar. Por ver o Frederico quase todos os dias no computador, eu já sabia que cada tecla tinha um desenho diferente. Também sabia que os desenhos que apareciam na janela eram os mesmos que estavam nas teclas. Mas eu não sabia como apareciam os desenhos na janela. Procurei saber. Vi que o Frederico carregava nas teclas. O desenho que aparecia na janela era o mesmo que estava na tecla que o Frederico carregava.
No dia
seguinte, quando o Frederico não estava em casa, fui para o computador.
Carreguei na tecla que tem o desenho duma bolinha e apareceu uma bolinha
na janela. Carreguei outra tecla que o desenho é só um risco. E vi o
mesmo risco na janela. Carreguei noutras teclas e o mesmo acontecia: o
desenho que estava na tecla que eu carregava era o mesmo desenho que
aparecia na janela.
Depois, comecei a formar grupos de desenhos na janela. Mesmo sem saber formar aqueles grupos muito bem, acedi ao pedido de escrever esta coluna. Como me explicaram, o mais importante era dar a conhecer as minhas emoções, os meus sentimentos e o meu dia-a-dia. Assim, a partir de hoje, os meus Gatafunhos vão aparecer no Luzoolinha. Júnior
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