Não
há maior amigo que Julho com o seu trigo.
Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.
Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
Pelo S.Tiago, pinta o bago. (25 de Julho).
Pelo S.Tiago, na vinha acharás bago, se não for
maduro será inchado.
Deus ajudando, vai em Julho mercando.
Quando tivermos
um elevado número de provérbios, seleccionaremo-los
por temas: saúde, alimentação, moral, etc.
Laranja de manhã
é oiro, ao meio-dia é prata, à noite mata.
Melhor palavra é
a que fica por dizer.
Amanhã também
é dia.
Albarda-se o burro
à vontade do dono.
Achar e guardar é
furtar.
A economia é
a base da riqueza.
A falar é
que a gente se entende.
A beleza está
nos olhos de quem a vê.
A avareza é
a origem de todo o mal.
Deus me defenda do
amigo, que do inimigo me defendo eu.
Ditados velhos são
evangelhos.
Deus dá a
barba a uns e a vergonha a outros.
É mais fácil
dizer do que fazer.
Em terra de cegos,
quem tem um olho é rei.
Mata a sede à
terra que ela te matará a fome.
Não há maior
tolice do que viver pobre para morrer rico.
Nunca
digas: desta água nunca beberei.
Nunca
é tarde para aprender.
Mantenha
a boca muito fechada e os olhos muito abertos.
Mal
alheio não cura minha dor.
Mais
vale cair na graça do que ser engraçado.
Mais
vale pouco e bom do que muito e mau.
É
da proibição que nasce a tentação.
Diz-me
com quem andas, dir-te-ei quem tu és.
Deus
ajuda a quem se ajuda.
Deus
dá as nozes, mas não as parte.
Devagar
se vai ao longe.
A
noite é boa conselheira.
Antes
quero trabalhar do que chorar.
Antes
só que mal acompanhada.
Ao
amigo que pede, não se diz amanhã.
A
rir, a rir, muitas verdades se dizem.
Barco
parado não faz viagem.
Bem
está o que acaba bem.
Espirro
de bode, é sinal de chuva.
Filho
de burro, um dia dá um coice.
Mais
depressa se apanha um mentiroso, do que um coxo.
Mais
moscas se apanham com mel do que com fel.
Malhar
no ferro enquanto está quente.
Mil
amigos, pouco; um inimigo, demais.
Não
sabe governar quem a todos quer contentar.
O
demasiado rompe o saco.
O
dever antes do prazer.
Quando
a fonte seca é que a água tem valor.
Quem
tem dinheiro tem parentes.
Não se esqueça
de nos mandar um provérbio que ainda não publicamos.
Quem
tudo quer, tudo perde.
Tanta
vez vai o cântaro à fonte que um dia lá fica a asa.
Não
guardes para amanhã o que podes fazer hoje.
A
necessidade é a mãe da invenção.
Em
tempo de guerra não se limpam armas.
O
saber não ocupa lugar.
Quem
não come por não ter comido não e doença
de perigo.
Cão
que ladra não morde.
Se
tens telhado de vidro não atires pedras ao ar.
O
silêncio vence tudo
Os
cães ladram mas a caravana passa.
Junta-te
aos bons serás como eles, junta-te aos maus serás pior
do que eles.
Primeiro
a obrigação depois a devoção.
Se
soubesses o que custa mandar obedecerias com gosto toda a tua vida.
Se
queres conhecer o vilão,
mete-lhe a faca e o queijo na mão.
Panela
de muita criada
ou insonsa ou salgada.
Se
o estrume não é santo,
é certo que faz milagres.
Pão
de hoje,
carne de ontem,
vinho de outro verão,
fazem o homem são.
Adágios
micaelenses publicados no "Adagiário Popular Açoriano"
de Armando Cortes-Rodrigues
A Silva
que há-de picar já nasce com o picanço.
Quem
não quer ser lobo não lhe vista a pele.
Panela
donde não hei-de comer deixa-la arder.
Nem
tudo que vem à rede é peixe.
Quem
desconfia da verdade, nem na sombra confia.
Deus
dá nozes a quem não tem dentes.
A cima,
todo o Santo ajuda, a baixo, só um e é manco.