

Eis
que se aproxima um novo ano!
Que mistérios envolvem seu nascer?
Dois mil e quatro vai enfim morrer
Leve em sua mortalha, tanto dano!
Que
leve o infortúnio o desengano.
Leve no seu esquife o desprazer.
De vermos inocentes a sofrer,
em cruel sofrimento inumano!
Recebamos
então dois mil e cinco.
Com toda a circunstância, amor, afinco,
desejando que possa ser capaz
De
acabar com a guerra e tanto ódio.
Apresentar sereno, em alto pódio
o sonho mundial, chamado PAZ!

Lagos, 12/12/04
Alfredo dos Santos Mendes