
UMA
BRISA VARRE O MUNDO
No 15º aniversário da queda
do
Muro de Berlim
Esta brisa que varre o mundo
animando-o d'espr'ança merecida
já nos abre as portas de Bradenburgo
aos ares do Novo Pensamento.
Deixai passar as massas jubilantes
envoltas nesta vaga de frescura
incontida:
vão lançar a semente da Liberdade
pelos lestes submissos e circundantes!
Eureka! Na sua frente
sucumbiram os pilares da velha ideologia
revestida da argamassa decadente
que tratantes mascarados de vermelho
para encobrir a eivada peçonha
haviam cercado o burgo da vergonha
décadas atrás.
Ah, deixai-a passar!
É a Liberdade apetecida.
Quem mais a teme agora
se não ela de si própria?!
Vai a brisa sacudindo
tumultuosa, serena...
Mais abaixo
veste-se de fera democrática
e
sedenta de vingança
usa os intrumentos da chacina duplicada!
Tu, Liberdade deveras jovem
e já tanto abusada:
Não te reconheço agora
assim tão manchada!
António Vallacorba