
Portugal, através da sua fundação,
dos descobrimentos e últimamente da emigração, tem tido necessidade e mostrado
facilidade de adaptação a povos com diferentes culturas. Chegados à península
Ibérica antes de Cristo, Lusitanos, Romanos, Visigodos, Ibérios, Celtas e
Fenícios fundiram as suas culturas ao formar, em 1143, o reino de Portugal,
durante os descobrimentos houve o encontro com povos Asiáticos, Africanos e
Americanos, e presentemente, existam milhares de portugueses espalhados pelos
países mais industrializados, conseguindo assimilar maneiras mais modernas de
viver, reagir e pensar.
A adicionar à sua capacidade de
adaptação, Portugal goza da experiência de ter sido, durante quatro séculos, um
líder económico mundial. Para além de ter feito história como primeiro país
europeu a construir um vasto império no oriente, a sua capital, Lisboa, desde o
início do século XIV até finais do século XVIII, foi um dos centros comerciais
mais movimentados do mundo. Com os descobrimentos marítimos, que tiveram o seu
auge na viagem de Vasco da Gama à Índia e de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, a
expansão portuguesa abriu caminho para onde existia riqueza económica,
conseguindo a Europa, sob a liderança do Tejo, o mercado da pimenta, da canela,
do ouro e da prata do oriente, e do tabaco e do café do Brasil.
Coincidindo com a queda daquela liderança mundial, iniciaram-se em Portugal os fluxos emigratórios que duraram até aos nossos dias, causando a presença de milhares de portugueses dispersos pelos EUA, Canadá, Venezuela, França, Alemanha, Reino Unido, China, Índia, Austrália, etc. Nos mais variados lugares do globo, encontram-se fortalezas, igrejas, nomes de família, documentos e monumentos que fazem parte do património que Portugal deixou e cada vez mais se enaltece e se dignifica o nome de Portugal nas nossas comunidades de emigrantes. A assimilação, experiência e influência dos emigrantes portugueses nos países adoptivos podem ser as pedras basilares para uma maior abertura e ligação entre Portugal e os países onde aqueles se encontram.
Consequentemente, Portugal pode
adquirir novamente, numa economia global, um estatuto de vanguarda entre os
países mais desenvolvidos porque tem nos seus pergaminhos uma experiência de
cinco séculos de liderança mundial, o seu povo tem-se adaptado a outros povos
desde a sua fundação e os seus milhares de cidadãos emigrados podem ser a sua
caravela mais importante em direcção à Globalândia.
Cecília Alves
Carmélio Rodrigues
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