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Quem
és?

No
silêncio da noite
Em que me vens abordar
Não sei se estou de vigília.
Ou se me vens acordar.
E
no escuro que me envolve
E das entranhas da vida
Trazer lembranças se resolve
Nas suas teias me fazer cativa.
Não
sei se são teus braços
Não sei se são meus fracassos
Que zombam e que riem
Que tecem teias... Que forjam laços.
E
o sonho se funde à realidade
Como o claro/escuro do amanhecer
Que tem no momento a fragilidade
Do que é possível... Do que pode acontecer.
E
no alarde que traz o dia
Cheio de som, brilho e cor.
Entrevejo a vida fugidia
Num murmúrio... Num momento de amor.
Guimar
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