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A
CAMÕES
Ó!
sublime Príncipe da poesia,
Que epicamente cantas a nossa história,
Na epopeia que pomposamente concilia,
As proezas duma raça, tão notória!
Foste
herói de passado turbulento,
Por amor à Pátria, lá longe foste soldado,
Bendito sejas tu no "etéreo assento",
Por tão digno padrão nos teres legado.
Divina e
excelsa foi a tua inspiração,
Perante a qual se rende um povo inteiro
E te venera com a maior gratidão !
Foste amante
de mil amores, aventureiro,
Mas a mais terna e íntima paixão,
Foi para ti a Pátria, amor primeiro !
Euclides Cavaco
ESTE
MEU QUERER
Veraz
É meu amor a Portugal,
Perene, firme e sincero,
Como outro não há igual.
Amor
Eterno amor de verdade,
Que a ausência da minha Pátria,
Transforma em tanta saudade !
Amor
Pátrio,
Delicado,
Que minha alma inebria,
Com tanto sabor a fado
Que canta
Quando está triste
E chora de alegria.
Amor
Que é transparente,
Numa lágrima furtiva,
De quem longe, a Pátria sente,
Ou na linguagem de quem,
Sabe o que é estar ausente.
Amor
Que é quase divino,
De brumas misteriosas,
Que dá essência a quem crê,
Dum jardim que se não vê,
O perfume de mil rosas.
Neste
querer,
Por te querer tanto Pátria minha,
Com doçura,
Canto para ti esta poesia,
Com palavras de ternura,
Que mitigo em nostalgia !
Euclides
Cavaco
Caro leitor,
participe
no projecto Lusilinha!
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José
Moniz
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Marie S. Matias
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