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Floração
de Primavera
Cantemos
um canto para louvar
A quem criou tão excelso esplendor!...
Observem a terra renascer, flores a brotar...
Foi Deus que o fundou para nós com amor.
As
estrelas são mais cintilantes luzindo nos céus
Pois tudo se vê florescente ao nosso redor;
Faustosa perfeição, grata dádiva de Deus
Agraciando a terra de um divino esplendor.
Do
ar já se escuta das aves o seu canto.
No campo uma flor selvagem se vê florida:
Flor dulciolente despertada do encanto
Que o longo Inverno manteve adormecida
Manhas
de íris... quão primoroso alvorecer
Banhadas pelo sol dourado com raios brilhando!
Os rubros horizontes, o arrebol do entardecer!
Noites invernosas e frias já nos estão deixando.
Disseram-nos
adeus os flácidos flocos de neve;
Lágrimas de chuva são agora dos céus derramadas.
E enquanto o ribeirinho dulcífluo corre feliz e leve,
Os passarinhos cantam as suas joviais serenadas.
Forsítias
revestem-se majestosamente de amarelo,
Canteiros de tulipas silenciosamente se vêem florescer.
Narcisos, os campos de verde pintados, quão belo:
Um dote excelso que Deus criou para nos oferecer.
Abrem-se
as magnólias branqueadas e cor-de-rosa
Que um aromático perfume exalam silentes.
De escarlate se enfeita a cerejeira chorosa,
As de branco níveo parecem cristais pingentes.
As
ruas se enfeitam magnificamente floridas.
As árvores se avermelham ao Inverno desafiantes.
O arco-íris com suas radiantes sete cores coloridas
Junta-se as inovações primaveris fulgurantes.
Doces
passarinhos se espreguiçam, se assentam
Cantando entre o vale florido e já sombrio.
Nas alas dos jardins nos amenizam e alentam
Leves andorinhas que voam com primor e brio.
No jardim já a primeira rosa se está abrindo,
Do Inverno agora; apenas recordações do que era...
As árvores de um manto verde se estão vestindo,
Chegou enfim a tão desejada, a apraz primavera.
Primavera
de flores, fascinação, estacão de amor.
Rolhinhas que arrulham, passarinhos cantando.
Bálsamo fragrante... lágrimas puras do dulçor
Que o orvalho da noite os campos vai beijando.
Primaveril
florescência, sumptuosa grandeza!
Silente prefloração, voluptuosa sedução.
Divina maravilha, predicada da natureza
Que enternece a alma e rejubila o coração.
Quanta
delícia de tudo ver verdejante e florido!
Um apraz adorno, vasto enfeito de multicores.
Janeiro, Fevereiro, Março, quedou no olvido,
fruindo o deleite de um primoroso Abril em flores.
Denis Cavadas Abril 2003
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