Maio 2004
 
         Por esse Mundo fora........numa constante procura.       
Edição N.° 25 de Maio II 2004

Floração de Primavera

Cantemos um canto para louvar
A quem criou tão excelso esplendor!...
Observem a terra renascer, flores a brotar...
Foi Deus que o fundou para nós com amor.

As estrelas são mais cintilantes luzindo nos céus
Pois tudo se vê florescente ao nosso redor;
Faustosa perfeição, grata dádiva de Deus
Agraciando a terra de um divino esplendor.

Do ar já se escuta das aves o seu canto.
No campo uma flor selvagem se vê florida:
Flor dulciolente despertada do encanto
Que o longo Inverno manteve adormecida

Manhas de íris... quão primoroso alvorecer
Banhadas pelo sol dourado com raios brilhando!
Os rubros horizontes, o arrebol do entardecer!
Noites invernosas e frias já nos estão deixando.

Disseram-nos adeus os flácidos flocos de neve;
Lágrimas de chuva são agora dos céus derramadas.
E enquanto o ribeirinho dulcífluo corre feliz e leve,
Os passarinhos cantam as suas joviais serenadas.

Forsítias revestem-se majestosamente de amarelo,
Canteiros de tulipas silenciosamente se vêem florescer.
Narcisos, os campos de verde pintados, quão belo:
Um dote excelso que Deus criou para nos oferecer.

Abrem-se as magnólias branqueadas e cor-de-rosa
Que um aromático perfume exalam silentes.
De escarlate se enfeita a cerejeira chorosa,
As de branco níveo parecem cristais pingentes.

As ruas se enfeitam magnificamente floridas.
As árvores se avermelham ao Inverno desafiantes.
O arco-íris com suas radiantes sete cores coloridas
Junta-se as inovações primaveris fulgurantes.

Doces passarinhos se espreguiçam, se assentam
Cantando entre o vale florido e já sombrio.
Nas alas dos jardins nos amenizam e alentam
Leves andorinhas que voam com primor e brio.

No jardim já a primeira rosa se está abrindo,
Do Inverno agora; apenas recordações do que era...
As árvores de um manto verde se estão vestindo,
Chegou enfim a tão desejada, a apraz primavera.

Primavera de flores, fascinação, estacão de amor.
Rolhinhas que arrulham, passarinhos cantando.
Bálsamo fragrante... lágrimas puras do dulçor
Que o orvalho da noite os campos vai beijando.

Primaveril florescência, sumptuosa grandeza!
Silente prefloração, voluptuosa sedução.
Divina maravilha, predicada da natureza
Que enternece a alma e rejubila o coração.

Quanta delícia de tudo ver verdejante e florido!
Um apraz adorno, vasto enfeito de multicores.
Janeiro, Fevereiro, Março, quedou no olvido,
fruindo o deleite de um primoroso Abril em flores.

Denis Cavadas Abril 2003


 

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Raimundo Delgado
Heloisa Mendonça
Eddyr o Guerreiro
Raimundo Delgado